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    30 de dez de 2010
    ''Acho que fiz tudo do jeito melhor, meio torto, talvez, mas tenho tentado da maneira mais bonita que sei''

    Não posso dizer que 2010 foi de todo ruim. Seria uma mentira das grandes dizer isso. Esse ano foi de grandes mudanças. Houve uma reviravolta imensa em meus pensamentos. Mudei completamente meus conceitos sobre carinho, sobre família, estudos, alegria, dor, amizade, e sobretudo sobre amor. Não queria falar de amor hoje, mas esse foi um dos pilares do meu ano, o que me manteve de pé e o que desmoronou, quase me levando ao chão. 
    Amor foi a marca central de 2010. Num momento me senti a pessoa mais amada do mundo, e logo no terceiro mês do ano, tudo caiu. Foi como um terremoto na minha vida, um desabamento enorme, que causou grandes estragos. Graças a esse amor ou falta de amor todos os outros pilares da minha vida foram se transformando. Descobri que precisava de mais carinho do que imaginava, descobri que minha família, minha mãe, principalmente, podia ser muito mais mãe do que eu acreditava. Descobri que meus 'amigos' não eram tão amigos assim, e que eu não podia contar com nenhum deles. Aprendi que as vezes pessoas que estão longe são muito mais agradáveis e confiáveis que aqueles que estão perto, compreendi que momentos de alegria são raros e devem ser aproveitados como se fossem os únicos; ao contrário dos momentos de dor, que devem ser encarados como algo que pode vir sempre, e deve-se aprender com eles, para que o próximo não doa tanto. 
    A amizade foi o outro pilar do meu ano. Com meus 'novos/velhos amigos' eu aprendi um novo significado pra amor e confiança. Acho que sem meus amigos (dessa vez sem aspas, porque são amigos de verdade) eu estaria sei lá, prostrada numa cama aos prantos desde a metade do ano. Esses amigos me ensinaram como vencer as lutas de cada dia, me mostraram que eu sou realmente forte, me aceitaram como a pessoa fraca que sou, e aprenderam muito comigo, também, certamente. 
    E 2010 me ensinou a sorrir. Esse foi meu maior aprendizado. Sorrir sempre, não importa o que tem dentro de mim, não importa se eu estou em frangalhos, como agora, por exemplo, eu preciso sempre sorrir. Porque assim nunca ninguém sabe o que se passa dentro de mim. Jamais alguém saberá a verdadeira dor que se passa dentro de mim. Esse é o maior segredo que eu escondo, confesso. A minha dor é a coisa mais secreta que eu tenho, e mesmo chorando as mais grossas lágrimas de dor, raiva e sofrimento, continuarei sorrindo, por 2010, 2011, 2012 e por todo o sempre. 
    ''Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
    Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.''

    Caio Fernando Abreu

    ( Introdução ao meu post de fim de ano. )

    I dreamed that love would never die

    28 de dez de 2010



    I had a dream my life would be
    So different from this hell I'm living
    So different now from what it seemed
    Now life has killed the dream
    I dreamed.

    Isso também passa

    ''As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem."

    Eu tenho medo de acordar todos os dias da vida com o mesmo pensamento. Tenho medo de sonhar com você todos os dias e acordar triste por ter sido só sonho. Tenho medo de toda vez que ficar meio fora de mim dizer seu nome a todos a minha volta. Tenho medo de sempre que beijar alguém, procurar vestígios de seu beijo e seus toques. 
    Será que algum dia deixarei de querer você? Será que já chegou - e já passou - da hora de eu 'pensar no resto da minha vida sem ela' ? Acho que sim. Tenho certeza que sim, na realidade. Eu sei que a muito tempo deveria ter apagado as fotos e mensagens, Deletado históricos, esquecido seu telefone, seu endereço, sua cidade e até seu estado. Deveria ter esquecido até seu nome, de preferência. Eu sei disso, merda, não precisa dizer. Não precisa dizer que eu deveria respeitar que você tem outra pessoa. Eu sei que você tem outra pessoa, e eu sei que estou errada. Mas meu coração não admite que eu desista. É como uma compulsão. Eu PRECISO lembrar você do quando você é importante pra mim e o quanto eu eu te amo. Sabe quando a gente vê em desenhos animados a personagem se controlando pra não comer algo da geladeira, ou não empurrar alguém do precipício? Então, eu sou como essa personagem. Me seguro horrores pra não fazer algo, mas quando dou por mim, a merda já tá feita, e aí já não tem mais volta, infelizmente. Tenho medo de ser como essa personagem pra sempre. De nunca mudar, de nunca conseguir controlar minhas emoções e pensamentos. 

    Mais uma carta.

    26 de dez de 2010

    Não sei se você se lembra, mas um ano atrás você me pediu em namoro. Exatamente um ano atrás. Eu tive medo disso, medo das conseqüências, mas aceitei. Eu não estava bem, lembra? Você brigava comigo por eu não comer, por eu não fazer nada direito. E milagrosamente você me curou. Eu melhorei assustadoramente rápido, e o remédio foi o amor que você me deu. Aquele amor foi a única coisa que poderia me curar, o único modo de me fazer viver. E você fez, sem querer, você me fez voltar a viver. Você me ensinou tanto, você conseguiu coisas que ninguém mais conseguiu. Chegou ao meu coração, a minha alma e ao meu corpo. Ao mesmo tempo. Você conseguiu meu amor, e roubou-o pra você.

    Esse amor deixou de ser cura, e virou doença, dependência. Eu não conseguia mais viver sem você. Eu perdi meus amigos, perdi minha vida social, tirei notas baixas e deixei de pensar nos outros. Só pensava em nós, mas estava tudo bem, porque eu tinha você. Quando acabou, foi como se tirassem a cocaína de um drogado. Entra-se em abstinência. E eu não tinha ninguém pra me ajudar nessa crise. Eu não tinha meus amigos, não tinha colegas, e nem minha inteligência, porque quem ama é cego e burro. Eu não podia ver nada nem ninguém, só você. Aliás, nem você, porque você estava longe. Naquela época, eu estava completamente sozinha e perdida, e eu não sei de onde tirei forças pra me reerguer, porque não achei que seria capaz sem você. Mas fui; fui forte o suficiente pra ficar de pé. Mesmo sem sentir coração, alma ou corpo. Só dor. Dor e medo. Mas eu venci
    De certa forma eu venci, mas não totalmente. Preciso te contar um segredo: Eu ainda não sinto coração, alma ou corpo. Ainda sinto só dor e medo. Sabia que eu nunca mais disse amar alguém? Nunca mais alguém soube o que é o meu amor. E é um amor tão puro, tão bonito! Acho que eu sou a pessoa mais entregue ao ser amado. Pode me pedir o mundo que eu lhe dou. Seria capaz de dar a minha vida por você, e só por você. Poderia me matar se você prometesse nunca mais chorar e nunca mais sofrer. 
    Nunca pensei que passaria 365 dias -e mais- com o pensamento em uma única pessoa. Mas, Surpresa! Há um ano eu penso em você todos os segundos do dia, e há um ano eu te amo com todas as minhas forças. E eu tenho certeza que esse sentimento não vai acabar 'amanhã' 




    Seja como for, é uma dor que dói no peito...

    Hoje você doeu. Doeu como uma ferida que nunca cicatrizou e que continuou aberta e exposta a todas as impurezas. Hoje sinto uma dor incrível, que eu sei que se chama saudade. Saudade e amor. A primeira coisa que tenho pra te dizer é que te amo. A segunda coisa que tenho a te dizer, é que odeio te amar. Eu queria te dizer que é mentira. Que eu não te amo mais, que não sinto mais nada, que meu coração não bate forte. Mas eu estaria mentindo, e eu não gosto de mentir pra quem eu amo. Hoje lembrar de você foi doloroso como uma facada no peito, e eu realmente temo pelos próximos dias e como conseguirei administrar essa dor, porque não sei se vou ser capaz de respirar sozinha, sem você. 

    I don't know what to do with myself

    19 de dez de 2010
    Um lixo. Assim que eu me sinto. Rastejando nos seus pés, pedindo por migalhas, por restos seus. Nunca achei que seria capaz de fazer isso, nunca imageinei que seria apaixonada a ponto de desistir do meu orgulho, da minha honra e do meu amor próprio. E olha só onde eu tô? Na merda, pedindo pelo amor de deus pra você deixar eu te ver e encostar em você mais uma vez. Patética, humilhada, suja e ridícula. Dá até pra ouvir as risadas da platéia ao fundo, rindo da palhaça fazendo show. Sempre achei humilhação essas demonstrações de amor, essa saudade sem fim que os donos de corações partidos sentem; agora eu sou um deles, sou um dos patéticos que desistem de tudo por um amor que nem sequer é correspondido. Quem diria que um dia eu imploraría por essas malditas migalhas de você? Se eu soubesse que depois de um ano eu estaria assim, sozinha e com o coração mais partido que nunca, jamais teria te dito o quanto te amo.  

    O amor é tudo.

    16 de dez de 2010
    Talvez não seja tudo, talvez até possa viver sem ele, mas acho que é um dos pilares da vida. Uma daquelas coisas que faz falta, sabe? Aquilo que você pensa todos os dias antes de dormir, um motivo pra rir de repente, ou chorar sem razão nenhuma. Aquilo que te dá um motivo pra levantar todas as manhãs. Acho que é isso o amor. Uma pessoa sem amor não tem isso. E aí eu fico pensando: No que essa pessoa pensa antes de dormir? Entende, é meio sem razão uma vida sem amor. É quase ilógico viver sem ninguém que te faça suar frio e respirar ofegante. Eu tenho amor. E mesmo estando longe e triste, ainda acordo e durmo pensando nela e sorrio quando me vem a cabeça uma das nossas conversas. Mesmo estando incrívelmente longe, ainda choro quando penso nos seus lábios que podem nunca mais tocar os meus, e ainda ouço você dizendo baixinho no meu ouvido que ia me amar pra sempre.

    (falta de) alegria

    15 de dez de 2010
    Ah . Menina, o que foi que foi que aconteceu com você ? O que foi que fizeram com você ? Eu não sei, eu não entendo . Roubaram a minha alegria .


    cfa 

    Você roubou minha alegria. Eu não sei mais sorrir direito, quem me conehce a mais tempo diz que meus olhos são tristes e que eu não sou mais feliz. Será mesmo? Porque você faz isso comigo?
    Sabe, eu acho que roubaram a sua alegria também. Outro dia eu te disse que seu sorriso era mais bonito um tempo atrás, e você me perguntou o que isso significava... Sabe o que isso significava? Que você era mais feliz. Eu sei que era, não precisa admitir, eu conheço você melhor do que qualquer outra por aí. E eu amo você mais do que qualquer outra por aí. E você ainda me ama, senão não te proíbiriam de me ver, nem de falar comigo. Têm medo de perder você pra mim. E você acha que é sem razão? Ou você sabe que roubaram sua alegria, juntamente com a minha, e você a terá de volta quando me ver?

    Eu queria ir

    12 de dez de 2010
    pra um lugar onde eu tivesse uma sensaçãozinha, ilusória que fosse, de que tinha alguém prestando atenção em mim. Achei que era aqui. É? Não sei. Me enfiei em casa e não saí. Um desgosto. Leio o tempo todo. Sento no jardim. Ouço música. Tento escrever, mas não sei se quero ou se preciso, e não consigo.


    Caio Fernando Abreu

    lembrar é mau.

    8 de dez de 2010
    'Hoje me lembrei do teu sorriso como se fosse a última e única lembrança que tenho de ti. Hoje a saudade me abraçou apertado, parece até que anda malhando, está com braços de pugilista. Hoje as minhas lágrimas brotaram grossas, iguais as que escorriam pela sua face a última vez que te vi. Hoje o tempo anda cansado e ofegante.Hoje a vida é dura como sempre foi, a diferença é que cada vez mais percebo sua dureza. Hoje estou de pés no chão, descalçada dos sonhos que tivemos um dia, e como isso é cruel, mas o concreto gelado me acalma e me faz promessas. Hoje meu medo é maior, maior que a paixão insana que tivemos maior que o amor que tivemos. Meu medo é maior, pois não é aquele medo que tinha de te perder, mas sim, medo de nunca mais te ter. Hoje não sei se você foi real ou apenas mais uma de minhas personagens. A vida talvez fosse cômica hoje, tanta coisa irônica acontece, talvez eu até risse, mas hoje me lembrei do teu sorriso e chorei. '


    Autor Desconhecido ( por mim ). 

    Hoje acordei sem lembrar

    7 de dez de 2010
    se vivi ou se sonhei...

    Precisei rever nossas fotos. Costumo evitar isso, esse tipo de lembrança me fere assustadoramente, mas foi inevitável, porque tive uma dúvida, um momento de apreensão. Tive medo de ter sonhado tudo aquilo, acredita? É que tudo ainda é tão límpido e tão claro em minha mente; todas as frases, todos os beijos, todos os toques e abraços, cada uma dessas coisas ainda está viva em minha memória, e eu não conseguia acreditar que algo pudesse permanecer quente por tanto tempo. Veja bem, quente. Não morno ou friozinho, permanece quente em mim, o amor. Inacreditávelmente ele continua aqui. E eu te garanto que não é por falta de insistência minha, porque eu realmente tenho tentado me livrar de você, jogando baldes de água fria nesse amor todos os dias; mas não adianta. Acho ainda que sonhei tudo aquilo, que nunca te vi, nunca te beijei, nunca senti seu calor na minha pele e nunca ouvi sua voz macia dizendo que me amava. Não sei se é melhor assim, essa incredulidade. Acredito que não, porque se eu tiver sonhado tudo isso, vou precisar acordar um dia, e eu não sei se quero acordar dessa fantasia. 

    6 de dez de 2010
    " ...acabou pensando nela como jamais imaginara que se pudesse pensar em alguém, presentindo-a onde não estava, desejando-a onde não podia estar, acordando de súbito com a sensação física de que ela o contemplava na escuridão enquanto ele dormia... de maneira que na tarde em que sentiu seus passos resolutos no tapete de folhas amarelas da pracinha custou a crer que não fosse outro embuste da sua fantasia."



    Gabriel Garcia Marques - O Amor nos Tempos do Cólera
    5 de dez de 2010
    Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito?
    C.F.A
    Bem assim mesmo. Chega um ponto que a alma não agüenta mais ser abusada, sofrida e doída, e sem que a gente peça, ela simplesmente some. Não é algo que se controle, é meio que automático esse acontecimento. Acredito eu que um dia a alma volte, afinal ela sente falta de ter um lar, né? E a gente sente falta de ter uma alma, também. Mesmo que diga que é ótimo não sentir, não amar, não desejar e não querer, a gente sente falta, ainda. Mesmo com esse órgão aqui dentro servindo só pra levar sangue pro corpo, às vezes ele me aperta, querendo lembrar  “ei! Eu to aqui e quero amar, ok?” ; Mas olha, coração, seu pedido não vai ser realizado tão cedo...

    Um desanimo

    2 de dez de 2010
    Uma lerdeza. Um oco. Aquela velha sensação de estar jogando fora a vida.

    Sabe quando sente que tudo que você faz é perda de tempo? Quando a única coisa que te vem à cabeça é ''pra que infernos eu tô fazendo isso?'' você percebe que não vê motivo pra estar vivendo, e nota que passou da hora de tomar uma atitude. Antitude. É isso. Só disso que preciso, tomar uma atitude, viver direito ou desistir de tudo, tomar vergonha nessa cara e sacudir a poeira. Não adianta de nada ficar chorando e resmungando pelos cantos, aliás, isso só piora a situação.  Agora é viver ou viver. Isso não significa que eu desisti dos meus sonhos, só que eu preciso dar uma pausa neles pra viver, e não passar mais um ano estagnada em sonhos grandes demais para serem realizados por uma pessoa só.

    E se você quiser alguém

    1 de dez de 2010
    em quem confiar, confie em si mesmo. 

    Amizade é coisa rara hoje em dia. Na verdade, não sei se amizade algum dia já foi 'fácil'; acredito que nunca foi, porque sempre existiram brigas, intrigas, fofocas, descaso a falsidade. Não é algo de 'hoje em dia' ou 'dos novos tempos', acontece que hoje as pessoas brigam por menos motivos, sem razão. Às pessoas  não dão valor  a nada, todas são putas, vadias, vagabundas, desgraças e ordinárias pelas costas, enquanto sorriem e se abraçam. Ninguém se importa se o sentimento de uma é ferido, ou com as verdades de cada uma, só querem saber de tirar satisfações e  limpar seu nome. Na real, nessa selva ninguém é amigo de ninguém.  

    Homem de Lata

    29 de nov de 2010
    Dorothy leva uma das mãos à boca, admirada: 
    - Você perdeu uma das coisas mais importantes da vida, o amor. 
    O Homem de Lata abaixa a cabeça. 
    - Você tem razão. Por outro lado, passei a sentir orgulho do meu novo corpo, resistente ao resistente ao golpe de machado e, em dias de sol, brilhando que é uma beleza. Hoje, só temo a ferrugem. Por isso, ando sempre com a lata de óleo para lubrificar minhas juntas. 
    - Por que quer um coração? 
    - Ora!... Pretendo me apaixonar de novo. 
    Dorothy, com olhos cheios de água, emociona-se com a história do Homem de Lata. 


    Quem sabe vale a pena ir até Oz e pedir um novo coração? O único medo é que junto com o novo coração, venham novas dores, novos sofrimentos e novos desamores. Vai ver que nem preciso de um novo coração, só de um novo cérebro; já que eu poderia me enganar muito bem se certas coisas desnecessárias saíssem da minha mente. 
    Só preciso de alguém que me faça sentir; que me faça amar e que me faça sorrir. Todo mundo acha alguém a quem amar, todo mundo encontra sua 'metade da laranja', mas o que acontece se sua metade da laranja achou outra metade pra ela?

    -

    26 de nov de 2010


    Às vezes nosso coração chora em silencio para esconder do mundo o quanto estamos feridos por dentro...
    Algumas palavras e olhares nos machucam como se nos rasgassem por inteiro, e não sabemos como fazer para as lágrimas secarem. Como fazer para as feridas cicatrizarem? Como descobrir as respostas para as perguntas que a vida nos faz?
    Acho que só descobriremos estas respostas vivendo e nos arriscando por um amor verdadeiro.

    Felipe Augusto de Abreu. 

    A solidão às vezes é tão nítida

    23 de nov de 2010

    como uma companhia.Vou me adequando,vou me amoldando.Nem sempre é horrível.às vezes é até bem mansinha.Mas sinto tão estranhamente que o amor acabou.

    Eu nunca tive medo de estar sozinho.
    Na verdade, eu tenho medo de estar acompanhada. Entranho isso, eu sei. Mas tenho uma teoria: Quando a pessoa fica sozinha por muito tempo, e encontra alguém com quem compartilhar essa solidão, se torna uma pessoa meio viciada nesse alguém .  Acha que sem essa pessoa não vai sobreviver, não vai conseguir respirar, comer, sorrir, dormir e viver. Se esse alguém, por algum motivo, vai embora, a pessoa entra numa onda meio parecida com uma crise de abstinência, nessa de ‘não posso suportar sem ela’ e ‘minha vida não é mais a mesma’          
    A gente acha quem sem esse alguém, o mundo parou. Depois dessa crise de abstinência, descobrimos que o mundo não parou, que você ainda consegue respirar, comer, sorrir, dormir e até mesmo viver. E o melhor de tudo, você descobre que é capaz disso tudo sozinho.                              
    E então, depois dessa maravilhosa descoberta, você tem medo de se tornar um viciado mais uma vez, de entrar em crise de abstinência mais uma vez, e aí fica meio viciado em solidão, pra não ser viciado no amor. Prefere ser companheiro da solidão, do que amar alguém que pode partir num dia qualquer.


    Ai como eu queria

    19 de nov de 2010
    tanto agora ter uma alma portuguesa para te aconchegar ao meu seio e te poupar essas futuras dores dilaceradas. 


    Não posso te poupar, não posso mais te dizer que tudo vai passar e que tudo vai melhorar, que você vai ficar bem e feliz. Porque quando a gente sofre, sofre pra sempre, dói pra sempre... Mas é assim né? Nós sempre nos apaixonamos por que nos faz sofrer, sempre nos apaixonamos por quem provoca a dor maior, a tristeza maior. Mas sabe o que acontece? Essas pessoas costumam nos fazer tão bem que quase nos esquecemos da dor, da angustia, da tristeza e do sofrimento... assim, vale a pena, a gente ama tanto, e é tão feliz, que quase não dói, apesar de dilacerar a alma. Mas tem outro caso, quando a dor é tão grande que nos faz pensar que vale a pena, quando o sofrimento é tanto que anula as alegrias, quando a angustia é demasiadamente grande, e nos faz esquecer que o amor devia fazer bem. Nesses casos, pra mim, não vale a pena. Na verdade, na minha opinião, nenhum sofrimento vale a pena se supera as alegrias.  

    Saudade.

    18 de nov de 2010
    -Sabe, menina… Na tua ausência eu sinto falta do teu riso aberto.
    -Sente?
    -Sinto.
    -Claro, pessoas sentem - nós sentimos, é óbvio. Mas você me sente além do riso?
    -Sentir, você?
    -Você!
    -Eu quase não rio…
    -Não, a mim! Sentir a mim!
    -Você se sente além do riso?
    -Não, você!
    -Ah, você me sente?
    -Tá, eu sinto… Mas e você? Você me sente além do riso?
    -Sinto…
    [Silêncio]
    -Às vezes sinto falta de mim.
    -Eu também, menina.
    -Sente falta de si?
    -Não, de você. E dói.
    [Silêncio]
    -Me abraça?
    -Sempre.

    E ela ri aberto. Não é de alegria, por certo. Mas ri


    Sinto tanta falta de você, menina....

    Nunca mais

    17 de nov de 2010
    Porque ao longo desses meses
    Que eu estive sem você
    Eu fiz de tudo pra tentar te esquecer

    Eu já matei você mil vezes
    E seu amor ainda me vem
    Então me diga quantas vidas você tem.

    Primeiro você cai num poço.

    16 de nov de 2010
    Mas não é ruim cair num poço assim de repente? No começo é. Mas você logo começa a curtir as pedras do poço. O limo do poço. A umidade do poço. A água do poço. A terra do poço. O cheiro do poço. O poço do poço. Mas não é ruim a gente ir entrando nos poços dos poços sem fim? A gente não sente medo? A gente sente um pouco de medo mas não dói. A gente não morre? A gente morre um pouco em cada poço. E não dói? Morrer não dói. Morrer é entrar noutra. E depois: no fundo do poço do poço do poço do poço você vai descobrir quê.

    Aquela mesma história do poço, sabe? De quando você cair, tentar levantar mesmo sendo confortavel lá embaixo? Então, e o que acontece quando resolvemos sentar no poço e esperar? Apesar do mofo, do odor desagradável, da sujeira e tudo mais, têm uns que resolvem se aconchegar e ficar ali pra sempre. Dentro do poço tudo parece sempre a mesma coisa, mas não é. Sem essa de pensar que 'pior que tá não fica';  porque quando a gente se acomoda com a merda, tudo tende a piorar; sem nem mesmo percebermos vamos cada vez mais fundo no poço, acabamos soterrados em terra, e aí já não tem saída né?

    Stay with me tonight.

    15 de nov de 2010
    Vontade de encostar a cabeça no ombro de alguém que contasse baixinho uma história qualquer.

    Esse frio me dá uma melancolia, uma tristeza... Vontade de deitar debaixo de um edredon bem grosso com alguém importante, contar piadas, ver filmes, lembrar de velhas histórias e sorrir de besteiras. Seria tão bom ter esse alguém, seria tão bom sorrir apaixonada e ver que o olhor da outra corresponde tudo. Seria ótimo conseguir dizer 'eu te amo' mais uma vez. E o melhor, ouvir um 'eu também te amo'. Seria bom dar uma gargalhada daquelas bem altas, que tivessem que me mandar calar a boca e parar de rir, seria delicioso ouvir uma voz sussurando baixonho que tava tudo bem, que agora eu poderia dormir bem, sem nenhum pesadelo.

    Melhor interromper o processo em meio:

    14 de nov de 2010

    quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê.
    Caio Fernando Abreu


    Covardia, medo, idiotice... Chame do que for, mas pra mim isso é autoproteção. Acabar com qualquer sentimento ou relacionamento antes que tome proporções maiores. Antes que uma das partes sofra, ou faça a outra sofrer. Não é necessária toda essa dor, não mais uma vez. Eu sei que todo mundo vai sofrer por amor, nem que seja uma vez só na vida. Mas eu sei que a minha cota de sofrimento já passou. Já chegou ao ápice e acabou, portanto não vou mais sofrer, não vou permitir que ninguém sofra por mim, também. Acho que todos têm o direito de saber 'em que estão se metendo' quando se envolvem com alguém. Devíamos vir com um 'manual do usuário' mostrando todos os prós e contras de se adquirir o produto, dizendo assim : Olha, sou instável, grossa, mal educada, irônica, sarcástica... Mas também sei fazer ótimas massagens, nunca reclamaram do meu beijo e meu cabelo é muito bom. Aí você escolhe se quer continuar com a peça ou se vai devolver pra fábrica, mas tudo isso num prazo de um mês, no máximo, pra não estragar nem fazer o bichinho se apegar a você.

    E o medo nos acorda

    13 de nov de 2010
    Pára e bate o coração
    Em pura disritmia
    O medo amedronta o medo
    Vela, madrugada, dia,
    Assim como a saudade
    Ou uma frase perdida  

    Te ensino a saber,

     não a sentir. Não sinto nada, já faz tempo.

    Tão inteligente, tão sábia, tão culta... Tão triste, tão fria, tão desanimada. Preferia ser burra e feliz, alienada, idiota, apaixonada e amada do que... isso. Essa coisa fria, dura... intocável e intocada. Todos tem medo de se aproximar... uma cobra prestes a dar o bote, com o olhar tão triste, cansado de observar tudo a sua volta, mas tão atento a tudo. 
    Causa medo em todos, impossível aproximar-se dela sem tremer, sem exitar. Mal sabem o quanto ela está assustada, o quão temerosa ela é de qualquer contato. Ela tem tanto medo deles, quanto eles têm medo dela, mas há uma diferença: Ela não demonstra. Ela não treme, ela não deixa transparecer nada, além dos olhos cada vez mais tristes e cansados. Além das olheiras cada dia mais profundas e das noites cada vez mais mal dormidas. Esse é o problema dela, é forte demais. Rígida demais. Não se permite, e tomou a decisão de não se permitir jamais, prometeu a si mesma nunca mais demonstrar e nunca mais desejar. E ela cumpre suas promessas.

    ''tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, ah não me venha com essas histórias de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, eu nunca tive porra de ideal nenhum, eu só queria era salvar a minha, veja só que coisa mais individualista elitista capitalista, eu só queria era ser feliz, cara, gorda, burra, alienada e completamente feliz.''

    Deixa eu me livrar das minhas marcas...

    11 de nov de 2010

    Você sabe que vai ser sempre assim.
    Que essa queda não é a última.
    Que muitas vezes você vai cair e hesitar no levantar-se, até uma próxima queda.

    Às vezes é tão difícil levantar-se depois de uma queda... é tão desgastante achar forças pra se manter de pé, que chego a pensar que não dá mais, que é melhor continuar ali mesmo, no conforto do fundo do poço, onde é quente e úmido, tão acolhedor... Mas então vem um balde de água fria, um choque; e você percebe que tem que se levantar, tem que se erguer, com ou sem braço amigo, e tem que ser forte e mostrar pro poço úmido e confortável que você venceu. Tem que dizer 'olha, você é muito confortável, mas eu tenho que me livrar de você, porque onde é muito quente e úmido, costuma dar mofo... e eu não quero um coração mofado, sabe? Além de estar todo sujo e amassado, também mofado? Não, eu vou me livrar de você. ' E é nessa hora que você levanta, limpa a calça suja de terra e barro, e sai andando, sempre de cabeça erguida e pronto pro próximo poço, mas cada vez mais preparado pra sair do seu conforto. 

    esmagou o cigarro,

    10 de nov de 2010
    baixou a cabeça como quem vai chorar. Mas não choraria mais uma gota sequer, decidiu brava.

    Começo a acreditar que nunca deveria ter decidido isso: não chorar. Porque agora não consigo chorar, não consigo despejar minhas emoções nas lágrimas. Choro facilmente com um livro ou um filme, mas não me peça pra chorar de tristeza, emoção ou alegria. Não sai nada, nem aquele umedecimento conhecido dos olhos, nada. 
    Fico frustrada com isso, sabe? Um dia me ensinaram a chorar sempre que necessário, sempre que sentisse vontade, mas agora, por mais vontade que eu sinta, simplesmente não me sinto livre pra chorar, como se fosse quebrar uma promessa que fiz a mim mesma. 

    Meu espírito se perde, voa longe...

    6 de nov de 2010
    - E o amor, o amor, cara. O que eu faço com isso?
    - Você esquece, sei lá. Não tem tanta importância assim. 

    Esquece isso, vive sua vida. Não dá, merda. Não dá pra me esquecer de tudo e viver minha vida. Quando é que você vai entender que você é minha vida? Ou melhor, que você era minha vida. Eu já fui sua vida também, um dia. Lembra? E eu fui tão feliz. Ah, eu já tive tanto amor um dia. Eu sorria tanto, e eu amava tanto. Eu achava que aquela alegria não ia acabar nunca, e por isso não aproveitei aqueles momentos como deveria. Eu mudei, eu cresci, eu amadureci, eu aprendi, mas trocaria tudo isso por aquela alegria infantil que eu já tive. Todo aquele amor que eu tinha. Eu ainda tenho muito a crescer e aprender, mas nem pensaria duas vezes antes de desistir de todo esse aprendizado só por mais uns daqueles dias de alegria. E como você pode me pedir pra viver? Conviver com a dor, com o sofrimento? Eu não quero mais viver com isso... Se eu pudesse simplesmente arrancaria essa droga de coração e jogaria longe, num lugar onde ninguém pudesse me devolver dizendo 'toma, é seu'. Não, merda, eu não quero esse coração, eu não quero esses sentimentos, eu não quero essa dor, não quero! Chame-me de infantil, imatura, idiota, retardada ou o que for, mas por favor, me faça parar de sentir, me faça ter um ou dois anos de novo, e roube meu doce pra eu chorar e esse ser meu único motivo de tristeza e dor, porque todo esse sofrimento eu não agüento mais!
    4 de nov de 2010
    Ah, mas tudo bem. Em seguida todo mundo se acostuma. As pessoas esquecem umas das outra com tanta facilidade. Como é mesmo que minha mãe dizia? Quem não é visto não é lembrado. Longe dos olhos, longe do coração. Pois é.

    Quem me dera se fosse assim mesmo. Longe dos olhos, longe do coração. Não mesmo, Caio. Parece que quanto mais longe dos olhos, mais perto do coração fica. Eu não me esqueço. Demoro milhões de anos pra me apegar, mas depois que acontece, é pra nunca mais esquecer... 

    Por não saber se ainda sou capaz de acreditar...

    3 de nov de 2010
    Só sei que dentro de mim tem uma coisa pronta, esperando acontecer, o problema é que essa coisa talvez dependa de uma outra pessoa para começar a acontecer.
    — Toque nela com cuidado — disse Santiago. — Senão ela foge.
    — A coisa ou a pessoa?
    — As duas.
    2 de nov de 2010


    Eu fiquei uma porção de tempo tentando ser “legal e maduro”, “uma presença leve e agradável” — porque eu tô ainda muito inseguro de mim mesmo, e não acreditando absolutamente que alguém possa me curtir bem assim como eu sou. Eu não tenho quase experiência dessas transações, me enrolo todo, faço tudo errado — acabo me
    sentindo confuso. Tudo isso é tão íntimo, e eu já estou tão desacostumado de me
    contar inteiramente a alguém, tão desacreditando na capacidade de compreensão
    do outro, sei lá, não é nada disso, sabe? Conviver é difícil — as pessoas são difíceis
    — viver é difícil paca.


    é, caio... viver é difícil pacas, e as vezes a gente nem sabe como agüentar...
    1 de nov de 2010
    Não é isso, nem a falta disso. Me roendo por dentro, é outra coisa que só você poderia saber o que é, mas nem você mesmo soube naquele tempo, e agora nem eu sei se saberia explicar a você ou a qualquer outro. Mas o que quero te contar, e só sei meio vagamente porque justo hoje, é um negócio tão louco que nem sei como começar. Quem sabe assim - sabia que uma noite eu vi você? Não ria, não duvide de mim, não pense que foi assim como quando você sente saudade demais de uma pessoa, então começa a vê-la nas outras, em todos os lugares, decostas, por um jeito de andar, de sorrir ou virar a cabeça de lado. Foi outra coisa. E não era apenas uma vontade de ver você que te trazia de volta, era você mesmo.
    30 de out de 2010
    Então eu te disse que o que me doíam essas esperas, esses chamados que não vinham e quando vinham sempre e nunca traziam nem a palavra e às vezes nem a pessoa exata. E que eu me recriminava por estar sempre esperando que nada fosse como eu esperava, ainda que soubesse.

    Então,

    28 de out de 2010
    de repente, sem pretender, respirou fundo e pensou que era bom viver. Mesmo que as partidas doessem, e que a cada dia fosse necessário adotar uma nova maneira de agir e de pensar, descobrindo-a inútil no dia seguinte - mesmo assim era bom viver. Não era fácil, nem agradável. Mas ainda assim era bom. Tinha quase certeza.


    To sofrendo de falta de criatividade, não tenho mais inspiração pra escrever aqui, sério. To completamente oca de inspiração; acho que só sei escrever quando tô triste, tipo MUITO triste. E eu estou orgulhosamente não triste, esses ultimos dias, portanto, estou chata e sem criatividade. Não vou ficar aqui postando coisas toscas e inúteis, mas só pra não deixar morrer aqui, vou continuar postando as frases do MEU lindo Caio Fernando, as que combinam com o meu humor! 
    Existe sempre alguma coisa ausente. 

    human being?

    26 de out de 2010
    Hoje senti alguns impulsos tipo tesão, corpo físico. Às vezes é tão estranho ser uma pessoa. A gente é.

    Tão estranho me sentir viva mais uma vez, tão estranho ter toques carinhosos, beijos que não demonstram só o tesão do momento, incrível como consegui sorrir sinceramente, impressionante seu abraço ter me feito tão feliz. 
    Não sabia mais como era me sentir humana, me sentir viva, definitivamente não sabia o que era sentir adrenalina, correr perigo e estar gostando disso era algo que achei que não sentiria novamente. Ter uma conversa frente a frente com alguém, ver tantas afininidades e tantas coisas em comum com alguém que está perto de mim, com alguém que realmente há contato.
    Completamente novo pra mim, me sentir uma pessoa. 

    Me desafie.

    24 de out de 2010

    Me tire do sério.Me tire do tédio.Vire meu mundo do avesso!Mas, pelo amor de DEUS, me faça sentir!

    Tenho sentido um desejo estranho, desejo de adrenalina. Desejo de brigas, de choro, ou desejo de qualquer coisa que fizesse disparar esse coração cada dia mais frio. Quero sangue correndo nas veias, pulsando forte, nada dessa viagem medíocre por entre minhas vísceras. Eu quero emoção, poxa. Quero gargalhadas escandalosas e choros que nos deixam desidratados. Quero abraços apertados e cheios de emoção, quero reencontros, quero desculpas, quero desabafar, quero desabar. Quero amar. 
    Merda, eu quero amar. É disso que estou precisando, é dessa adrenalina que sinto falta, do frio na barriga, da alegria por uma mísera mensagem, da tristeza quando desprezado. Quero sentir amor mais uma vez, mesmo achando que amor é um só, vou tentar, vou lutar, e eu vou, é, eu vou amar. 

    Quem souber me salve...

    Sobram tantos medos
    Que nem me protejo mais
    Sobra tanto espaço
    Dentro do abraço
    Falta tanta coisa pra dizer
    Que nunca consigo


    " Tudo a mesma merda. Pudesse abrir a cabeça, tirar tudo para fora, arrumar direitinho como quem arruma uma gaveta. Tomar um banho de chuveiro por dentro."

    Frente ao espelho,

    22 de out de 2010
    é com recato que tranço meus nem tão longos cabelos, enquanto a ponta de meus dedos de unhas curtas, às vezes roídas, acaricia o roxo das olheiras, herança de solitárias insônias. 

    Insônia... é até estranho reclamar dessa insônia... é algo tão normal, que me acontece tanto, que nem vejo mais porque tocar no assunto, nem sei porque insisto nisso, acho que na doce esperança de que milagrosamente eu me deite na cama e durma sei lá, 12h seguidas. Doce ilusão, né? 
    Não é que eu não tenha sono, é que meus pensamentos não dão uma trégua, não me deixam descançar desse turbilhão de coisas, e aí não consigo dormir. E o pior é que nem quando durmo esses pensamentos saem de mim, nem aquele maldito filtro dos sonhos me ajuda a dormir em paz. Sonhos, pesadelos, sempre acordo cansada, as vezes até mais cansada do que quando me deitei. Tô quase indo me benzer, me exorcizar, comprar um tarja preta pra dormir, qualquer coisa que acabe com as olheiras.

    A vida não é apagável,

    21 de out de 2010
    pensei. Nem volta atrás. Ainda não construíram a máquina do tempo. Ninguém virá em meu socorro. Faz tanto tempo que invento meus próprios dias. Preciso começar por algum ponto.

    É, colega. O tempo não volta, não dá pra mudar nada que passou... só o futuro. E esse eu decidi que vou mudar. Nada de ser a trouxa manipulada, nada de correr atrás das outras pessoas, nada de sofrer. Mamãe já dizia que ninguém merece minhas lágrimas, pois é, ninguém as verá. Não digo que quero fazer outra pessoa sofrer, só não sofrerei por mais ninguém. Não acho que mereço toda aquela dor mais uma vez, nem mereço permanecer nela. Passou. Fim. Move on, né?
    É tão engraçada essa sensação de desistência, porque não é ruim, sabe? Me sinto até orgulhosa de mim mesma, mais forte, mais madura. Quem sabe um dia eu conto todos aqueles meses tristes pros meus netos, com um sorriso nos lábios?
    20 de out de 2010


    'Cause all of the stars
    Are fading away
    Just try not to worry
    You'll see them some day
    Just take what you need
    And be on your way
    And stop crying your heart out

    letter for my own heart...

    19 de out de 2010
    Oi, coração. Como você tá se sentindo hoje? Não muito bem, né? Pois é, eu sei que é difícil, e eu sei que isso é pedir demais, mas queria um favor seu... dá pra parar de ser masoquista? Poxa, coração, ta tão difícil pra mim suportar, e você ainda fica aí, nessa onda de não querer parar de sentir, de não querer ser frio como minha mente já é. Sabe, acho que você poderia se esforçar mas pra esquecer, pra deixar pra lá. Cê sabe disso né? ‘you have to let it go’. Já deveria ter deixado partir a muito tempo, e você ainda fica aí tentando, lutando. Quando é que vai perceber que não vale de nada essa luta e que todos esses batimentos desperdiçados por você vão pro lixo? Sabe, coraçãozinho, seria tão mais fácil pra nós dois se você resolvesse cooperar comigo.... O que? Você não quer deixar de sentir? Não quer servir só pra pulsar, como antes? Ok, vamos fazer o seguinte, então... Você tenta esquecer, que eu luto pra me apaixonar... assim quando você deixar de amar ela, já vai ter um sentimento prontinho esperando por você! Combinados? Ah! Ótimo, que bom que conseguimos negociar, coração. 

    Se ao menos

    18 de out de 2010
    dessa revolta, dessa angústia, saísse alguma coisa que prestasse... Mas não sai nada. Nada. Nem uma lágrima.

    Não aguento mais falar da minha apatia, mas acho que é a unica coisa que me vem a mente pra escrever, além do meu mau humor. As únicas caracteristicas minhas que se sobressaem nesses dias tem sido essas, e eu admito não estar me esforçando muito pra mudar isso, pra tornar as coisas diferentes. Mas poxa, é que não tem muita inspiração pra isso sabe? Não tem nada que me faça pensar 'ah, agora vale a pena me esforçar pra demonstrar interesse', porque nada vale a pena, chego a pensar que nem eu mesma valho a pena, porque nem por mim mesma eu consigo me interessar, pela minha saúde, pelos meus estudos, por nada. 



    ‘Não, Você Não Sabe, Você Não Sabe Como Tentei Me Interessar Pelo Desinteressantíssimo’