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    26 de jan. de 2011
    Essa é a história de uma mulher encantadora: ela não era a mais bonita de todas, nem tão pouco a mais inteligente ou sábia, mas ela tinha o dom de fazer qualquer pessoa se apaixonar por ela só de olhar em seus olhos, e ela tinha um sorriso pra cada uma de suas mulheres. Em seu quarto, havia uma prateleira cheia de corações que ela, displicentemente, havia roubado; e, entre esses, estava o meu coração. 
    Essa mulher as vezes se sentia dona de um enorme fardo, ela sentia como se nunca ninguém fosse lhe roubar o coração. Ela achava que nunca sentiria nenhuma daquelas emoções que todas as mulheres lhe descreviam. Ela ansiava sentir minúsculos choques quando tocava a pele de alguém, ela queria sentir a voz falhar e embargar ao ouvir outra voz, mesmo que pelo telefone. E ela desejava fortemente poder dizer 'meu coração é seu'. Essa mulher desejava amar, só isso. Ela já fez tantas mulheres se apaixonarem, darem a vida e a morte por ela, e simplesmente não conseguia amar. 
    Ninguém a havia tocado tão fundo, ninguém havia feito nada tão doce e apaixonante, nenhuma de nós teve tempo suficiente para saborear todo o amor dessa mulher. 
    Eu acredito que o amor seja uma fagulha pequenininha que cresce dentro de nós.  Acredito que essa chama, essa fagulha, cresça com o tempo , quando corretamente alimentada. Acho que ela se ascende uma vez e então vai crescendo, crescendo, até que ela fica tão inflada e obesa que não precisa mais ser alimentada, ela cresce sozinha, sem nenhum incentivo, e faze-la se apagar não é uma tarefa fácil. 
    Voltando à história da mulher, ninguém alimentou sua fagulha de amor da maneira correta, e, portanto, ela não pode crescer. 
    Há um tempo atrás eu diria que meu sonho era buscar meu coração de volta, roubá-lo da sua coleção. Hoje, porém, minha meta é roubar o coração dessa encantadora mulher. -E escreva o que eu digo - prometo um dia conseguir, ou morrer tentando. 
    23 de jan. de 2011
    Vou postar aqui o primeiro capítulo de uma história que eu escrevo, só pra ver se alguém diz o que acha, e assim, quem sabe, me volta a inspiração de escrever.


    Reencontro

    “Não era a minha amada, era quase uma estranha.”

    Já fazia muito tempo, 4 anos desde a ultima vez que a vi. Minha primeira namorada, meu primeiro amor, minha primeira. Stephanie havia ido embora sem se despedir, disse que voltaria logo; esperei que ela voltasse, por muito tempo...
    Agora, tantos anos depois, me pede para encontra-la “no mesmo lugar” . Me pergunto se deveria, afinal, ela me fez sofrer muito, mais do que qualquer um deveria sofrer. Eu cheguei a acreditar que ela havia morrido. Quase a esqueci, admito.
    Agora tenho minha casa, meu trabalho... e minha nova namorada. Alguém que me ama, me admira, e não me faz sofrer. Alguém que está em nossa casa, enquanto eu estou nesse carro, no estacionamento frio e vazio, esperando pela minha primeira.
    Ela chegou. Está mais linda do que nunca, os cabelos curtos nem tocam os ombros, a blusa social branca, a calça jeans larga... Mas tem algo errado... O sorriso. Não é o meu sorriso; aquele que conseguia melhorar meu humor a qualquer momento. Não era a minha amada, era quase uma estranha.
    Ela entra no carro, quase não me lembro de soltar a marcha. Dirijo até o Plaza; nós iríamos jantar no restaurante do hotel e depois subir até o quarto 1600. Eu sentia os olhos dela em mim, no meu rosto, nos meus peitos, minhas pernas... Não iria tirar os olhos da estrada, sabia que estava suando frio, sabia que minhas mãos tremiam. Ela olha pra minha mão direita.
    - Como ela é? – ela perguntou
    - Linda, tão bonita quanto você.
    - Você a ama?
    - Sim. – Ela tenta me fazer encará-la, mas desvio o olhar.
    Silencio.

    Calm before the storm.

    Sofrer é bom, te faz crescer, amadurecer, enrijecer. Sofrer machuca, corta cada pedacinho de alegria que existe em você, te faz sentir como se nunca fosse ser feliz de novo, até que você, misteriosamente, sente um novo fogo dentro de você, uma alegria imensurável, algo que você achou que nunca mais sentiria, e descobre que o sofrimento foi bom, na verdade. Descobre que se não fosse por ele, você não teria aprendido tanto e não conseguiria ser feliz por outros motivos. Pode parecer muito ‘educacional’ falar assim, mas é a mais pura verdade, se não fosse o sofrimento, nunca saberíamos o quanto é bonito o arco íris depois da tempestade, já que vendo uma bela paisagem todos os dias, isso não nos acrescenta nada, depois de um tempo. Acredito que é boa essa tempestade, esse temporal, mesmo que dure um pouco demais. Quando a gente acha que não pode mais suportar, quando acha que não temos mais força pra se manter de pé, essa chuva cessa, a gente se recompõe, e assim, quem sabe, vem um lindo arco íris pra nos aquecer novamente. A minha tempestade ainda não acabou, mesmo depois de ter dado vários sinais de estancar, ela volta mais forte do que nunca pra me mostrar que eu consigo agüentar; enquanto espero ansiosamente pelo meu arco íris. 

    Fuck you all

    19 de jan. de 2011
    Nem aqui eu posso me expressar, dizer o que eu posso sem que me digam o que fazer. O blog é meu e eu escrevo o que eu quero, mas já que você e seu lindo poder que exerce sobre mim me proíbem até disso, não escrevo mais, tchau :)

    fairy tail

    Um dia eu ainda escrevo um conto de fadas. É, daqueles bem fantasiosos mesmo, sabe? Com princesa, bruxa, fadas, palácio, reis, rainhas, um pouco de drama pra dar emoção e um final feliz com muito choro e alegria. Acho que toda história deveria ter um final feliz, assim como nos contos de fadas, em que todo mundo acaba com sua metade da laranja, a bruxa má morre, vira uma abóbora ou qualquer outra coisa do gênero, e todo mundo vive feliz para sempre. Uma pena que isso acontece.
    Na vida real, aqui e agora, existe a pessoa má, existes pessoas que nos querem bem, existe quem anseia por aparecer mais, e dizem que existe um final feliz. E é ai que a injustiça começa. As vezes, pra um ser feliz, depende da infelicidade de outros, portanto, não existe final feliz pra todo mundo. Sempre alguém se fode, sempre alguém é desfavorecido, sempre tem um que termina sem alma gêmea, sem dinheiro, sem família. Aquela que 'fica pra titia' e é infeliz pra sempre. Eu só espero não ser uma dessas, espero um dia ser feliz de verdade, plenamente, sem contos de fadas nem ilusões. Só ser feliz, isso basta.
    17 de jan. de 2011
    "- Só sei que nós nos amamos muito...
    - Porque você está usando o verbo no presente? Você ainda me ama?
    - Não, eu falei no passado!
    - Curioso né? É a mesma conjugação.
    - Que língua doida! Quer dizer que NÓS estamos condenados a amar para sempre?
    - E não é o que acontece? Digo, nosso amor nunca acaba, o que acaba são as relações...
    - Pensar assim me assusta.
    - Por que? Você acha isso ruim?
    - É que nessas coisas de amor eu sempre dôo demais...
    - Você usou o verbo 'doer' ou 'doar'?
    - [Pausa] Pois é, também dá no mesmo..."


    Gian Fabra




    Pra quem reclamou que eu nunca mais postei nada aqui...

    Closer to the edge

    6 de jan. de 2011
    "Ficar bem nem sempre deixa outras opções. É estranho quando as coisas simplesmente têm de terminar. É o estágio onde todos os sentimentos já evoluíram para um nada. É o nada que você optou para parar de sentir dor. No início você briga, chora, faz drama mexicano. Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas. Acostuma-se... Não que pare de doer, mas que cai no seu entendimento que às vezes perdemos algo e não há solução. No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser. Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros. É isso."
    Caio Fernando de Abreu

    É, não consigo postar nada aqui que não me remeta a você e a esse amor que não dissolve nunca. Desisto.
    1 de jan. de 2011
    Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias. Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
    c.fa 

    Ano novo, vida nova. Não é assim que dizem? Espero que esse ano realmente seja de vida nova, de alegrias, de saúde, de novos amores, perdão e aprisionamento de antigas memórias. Que eu consiga conviver com meus erros e que tudo conspire a favor da alegria. Desejo profundamente que em 2011 eu seja uma pessoa melhor, porque não é o ano que nos faz ser melhor, mas sim nós fazemos o ano melhor com nossas atitudes. Prometi a mim mesma que faria esse ano ser melhor, não esquecendo o que me aconteceu em 2010, mas aprendendo com o que me fez sofrer, pra não cair nas mesmas armadilhas do amor e do destino. 

    2010

    30 de dez. de 2010
    ''Acho que fiz tudo do jeito melhor, meio torto, talvez, mas tenho tentado da maneira mais bonita que sei''

    Não posso dizer que 2010 foi de todo ruim. Seria uma mentira das grandes dizer isso. Esse ano foi de grandes mudanças. Houve uma reviravolta imensa em meus pensamentos. Mudei completamente meus conceitos sobre carinho, sobre família, estudos, alegria, dor, amizade, e sobretudo sobre amor. Não queria falar de amor hoje, mas esse foi um dos pilares do meu ano, o que me manteve de pé e o que desmoronou, quase me levando ao chão. 
    Amor foi a marca central de 2010. Num momento me senti a pessoa mais amada do mundo, e logo no terceiro mês do ano, tudo caiu. Foi como um terremoto na minha vida, um desabamento enorme, que causou grandes estragos. Graças a esse amor ou falta de amor todos os outros pilares da minha vida foram se transformando. Descobri que precisava de mais carinho do que imaginava, descobri que minha família, minha mãe, principalmente, podia ser muito mais mãe do que eu acreditava. Descobri que meus 'amigos' não eram tão amigos assim, e que eu não podia contar com nenhum deles. Aprendi que as vezes pessoas que estão longe são muito mais agradáveis e confiáveis que aqueles que estão perto, compreendi que momentos de alegria são raros e devem ser aproveitados como se fossem os únicos; ao contrário dos momentos de dor, que devem ser encarados como algo que pode vir sempre, e deve-se aprender com eles, para que o próximo não doa tanto. 
    A amizade foi o outro pilar do meu ano. Com meus 'novos/velhos amigos' eu aprendi um novo significado pra amor e confiança. Acho que sem meus amigos (dessa vez sem aspas, porque são amigos de verdade) eu estaria sei lá, prostrada numa cama aos prantos desde a metade do ano. Esses amigos me ensinaram como vencer as lutas de cada dia, me mostraram que eu sou realmente forte, me aceitaram como a pessoa fraca que sou, e aprenderam muito comigo, também, certamente. 
    E 2010 me ensinou a sorrir. Esse foi meu maior aprendizado. Sorrir sempre, não importa o que tem dentro de mim, não importa se eu estou em frangalhos, como agora, por exemplo, eu preciso sempre sorrir. Porque assim nunca ninguém sabe o que se passa dentro de mim. Jamais alguém saberá a verdadeira dor que se passa dentro de mim. Esse é o maior segredo que eu escondo, confesso. A minha dor é a coisa mais secreta que eu tenho, e mesmo chorando as mais grossas lágrimas de dor, raiva e sofrimento, continuarei sorrindo, por 2010, 2011, 2012 e por todo o sempre. 
    ''Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
    Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.''

    Caio Fernando Abreu

    ( Introdução ao meu post de fim de ano. )

    I dreamed that love would never die

    28 de dez. de 2010



    I had a dream my life would be
    So different from this hell I'm living
    So different now from what it seemed
    Now life has killed the dream
    I dreamed.

    Isso também passa

    ''As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem."

    Eu tenho medo de acordar todos os dias da vida com o mesmo pensamento. Tenho medo de sonhar com você todos os dias e acordar triste por ter sido só sonho. Tenho medo de toda vez que ficar meio fora de mim dizer seu nome a todos a minha volta. Tenho medo de sempre que beijar alguém, procurar vestígios de seu beijo e seus toques. 
    Será que algum dia deixarei de querer você? Será que já chegou - e já passou - da hora de eu 'pensar no resto da minha vida sem ela' ? Acho que sim. Tenho certeza que sim, na realidade. Eu sei que a muito tempo deveria ter apagado as fotos e mensagens, Deletado históricos, esquecido seu telefone, seu endereço, sua cidade e até seu estado. Deveria ter esquecido até seu nome, de preferência. Eu sei disso, merda, não precisa dizer. Não precisa dizer que eu deveria respeitar que você tem outra pessoa. Eu sei que você tem outra pessoa, e eu sei que estou errada. Mas meu coração não admite que eu desista. É como uma compulsão. Eu PRECISO lembrar você do quando você é importante pra mim e o quanto eu eu te amo. Sabe quando a gente vê em desenhos animados a personagem se controlando pra não comer algo da geladeira, ou não empurrar alguém do precipício? Então, eu sou como essa personagem. Me seguro horrores pra não fazer algo, mas quando dou por mim, a merda já tá feita, e aí já não tem mais volta, infelizmente. Tenho medo de ser como essa personagem pra sempre. De nunca mudar, de nunca conseguir controlar minhas emoções e pensamentos.